FESTA JUNINA NO SINDISERV - PERÍODO DA TARDE - PARTE I
FESTA DE HOMENAGEM AS MÃES-PARTE I
FESTA DE HOMENAGEM AS MÃES-PARTE II
FESTA DA PÁSCOA E DO ÍNDIO
FESTA DO CIRCO
FESTA DO CARNAVAL
A criança e o seu desenho.
A criança não nasce sabendo desenhar, mas constrói seu conhecimento acerca do desenho através da sua atividade com este objeto de conhecimento. Nesse sentido, a criança não desenha o que vê nos objetos, mas o que suas estruturas mentais lhe possibilitam que veja, e mais, em lugar de encontrar o mundo diretamente, a criança o interpreta. Dessa forma, o conhecimento não resulta da relação direta com os objetos, mas de sua interpretação e representação. Assim, a criança é o sujeito do seu processo, ela aprende a desenhar na sua interação com o desenho. O desenho é um modo de expressão infantil. Desenhar constitui, para a criança, uma atividade integradora, que coloca em jogo as inter-relações do ver, do pensar, do fazer e dá unidade aos domínios perceptivo, cognitivo, afetivo e motor. Sendo assim, a atuação pedagógica aqui na escola é fundamental no apoio a esse processo evolutivo, zelando pela condição de liberdade de expressão e sustentação de tal manifestação. A cada manifestação, a criança está inter-relacionando seu conhecimento imaginativo e, assim, aprimorando esse sistema de representação gráfica. O grafismo é o meio pelo qual a criança manifesta sua expressão e visão de mundo, constituindo-se assim como uma linguagem artística, na qual sua elaboração é constituída por fases, conforme o nível de desenvolvimento infantil que é variável a cada criança e envolve também o exercício de uma atividade imaginária, que se relaciona a um processo dinâmico, em que a criança procura representar o que conhece e entende. O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos. Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas. Na garatuja, o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície, a criança sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. Com decorrer do tempo, as garatujas, que refletiam sobretudo a resposta aos movimentos de ir e vir, transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação e podem estar se referindo a coisas reais, imaginárias, ou até mesmo a outros desenhos. Acompanhando a evolução do desenho de uma criança, em linhas gerais, podemos afirmar que inicialmente caracteriza-se pelo gesto motor, e nessa fase a criança ainda não atribui significado ao seu grafismo, seria o desenho involuntário. No momento do desenho, a criança imprime marcas no papel de uma forma espontânea e em diversas direções, isso ocorre devido a ela ainda não ter adquirido o domínio motor e a proporção sobre o papel. Num segundo momento o desenho constata certa analogia entre alguns dos seus traçados e um objeto real e considera seu desenho como representação do objeto, dando-lhe uma interpretação. Nessa etapa o desenho passa a ser voluntário, e a criança vai adquirindo a convicção de que pode representar através do desenho tudo o que deseja; busca várias formas na folha, sem coordenação muito precisa. Vão surgindo então os círculos, em movimentos contínuos e instintivos, e assim a criança vai conseguindo representar vários tipos de desenhos; à medida que vai percebendo, começam os bonecos, sol, estrelas, etc. Começa a enunciar o que desenha, antes de desenhar vai encaminhando sua intenção, após o registro, ela vai interpretando e dando significado. Chegando à terceira fase que varia entre cinco e seis anos, inicia o realismo intelectual, a criança está interessada em representar o objeto da forma mais real possível. Apesar das diferenças individuais de temperamento e sensibilidade, percebe-se que nessa fase aparecem temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais. Suas figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos na folha obedece a certa lógica, como o céu no alto da folha, a linha de base, o horizonte, delimitam e organizam o espaço. A criança inicia a apropriar-se de processos variados como a descontinuidade, a transparência, o rebatimento e a mudança de ponto de vista. A descontinuidade consiste no desenho da linha de chão não apoiando os objetos sobre ela. A transparência refere-se a representação das partes ocultas de um objeto, como no caso do interior e do exterior de uma casa, ou, do corpo da figura sob as roupas. Através do rebatimento, a criança procura mostrar os dois lados de um objeto, como se ela estivesse no meio dele. A cor vincula-se a expressividade, o colorido é mais alegre. O papel da cor é fundamental e realista, isto é, ela é essencial aos objetos reais. Para a criança o desenho mais semelhante ao objeto é aquele que traduz o que sua mente sabe ao respeito, incluindo todos os detalhes, e a sua interpretação. Nessa fase o realismo é muito mais visual, dá-se o início a perspectiva, os detalhes agora têm por finalidade particularizar as formas. O desenho é um exercício que abre portas para criatividade, para espontaneidade e para diversão. É uma maneira de lançar idéias, elaborar, crescer. Através do desenho, a criança tem a oportunidade de organizar-se externa e internamente, trabalhar a questão do espaço, ver-se e rever-se, fazendo um movimento de dentro para fora e de fora para dentro. Portanto, através do desenho, a criança supõe seu mundo interior, seus conflitos, seus receios, suas descobertas, suas alegrias, sua imaginação e o quanto está desenvolvendo-se. Sendo assim, nosso fazer pedagógico preocupa-se em oportunizar situações que privilegiem essa evolução da criança como ser integral. Faz-se necessário uma reflexão relativa ao domínio do ato motor. O desenho é o registro do gesto, constituindo passagem de gesto à imagem. Essa característica e a referente possibilidade de representar graficamente configuram o desenho como precursor da escrita. A construção do processo de leitura e escrita não está separada desse processo, pois a criança precisa passar por todas essas fases do desenho para iniciar sua escrita. Alfabetização a princípio significa o domínio da leitura e da escrita, mas esse domínio é na verdade a conclusão de um longo processo. Para que uma criança seja alfabetizada, é preciso que ela passe antes por uma série de etapas em seu desenvolvimento, tornando-se então preparada para a aquisição da leitura e da escrita. Primeiro ela vai perceber que existe um código escrito e um código desenhado, e então vai começar a buscar informações para entender essa complicada simbolização, e nesse momento deve ficar claro que não depende da vontade ou idade e sim dos conhecimentos que essa criança já elaborou sobre esse assunto. Percebe-se que quando a criança desenha, escreve o mundo a sua maneira, representa, por exemplo, um cavalo azul através de um desenho e dali a instantes transforma num avião e depois aquele mesmo desenho poderá ainda ser um elefante. Porém a palavra cavalo representará sempre e apenas cavalo. Fica claro que o signo visual ( desenho ) corresponde mais a maneira como a criança se expressa nesta fase, seu pensamento é essencialmente povoado por imagens. Vemos isto claramente expresso em desenhos que nos dão uma visão simultânea dos acontecimentos, sempre com um toque poético. Já o signo verbal implica a capacidade de analisar e ordenar necessariamente segundo uma seqüência lógico-linear. Exclui a simultaneidade, instaurando a linearidade, esta restrição se dá porque o signo verbal é altamente codificado. Cada momento de evolução do desenho é crucial para o desenvolvimento da leitura e escrita, e que a criança nessa faixa etária precisa muito mais do que saber dizer o alfabeto, ler algumas palavras e ainda saber fazer contas mentalmente. A lógica do processo está presente desde o momento em que a criança começa a fazer círculos, pois apropria-se das formas geométricas, e estas vão dar base para todo o seu desenho e sua escrita, pois é a partir de um espaço geométrico e suas relações topológicas que se dá a construção da escrita e do desenho. A matemática então é fundamental nessa construção, por isso procuramos dar sentido próprio a ela desenvolvendo a capacidade de interpretar, analisar, sintetizar, significar, transpor seu pensamento e representá-lo, percebendo que de um simples círculo, que inicialmente era somente risco involuntário, depois voluntário, passou a ser um “ cabeção” , um boneco, um sol, um olho, e finalmente uma letra, ou, um número e que principalmente tem uma significação muito diferente do desenho. Outro momento fundamental da evolução se constitui na antecipação do ato gráfico, manifestado pela verbalização. A linguagem verbal é a base da linguagem gráfica constituída pelo desenho, e é através desse processo que procuramos estimular na criança a intenção prévia e o planejamento do pensamento. A fala é construtora do desenho: muitos detalhes gráficos são verbais, encadeados e unidos apenas oralmente. No caso da garatuja, onde o adulto vê somente um emaranhado de rabiscos, é quase como se houvesse dois desenhos: o que está no papel e o que a criança verbaliza. Em algumas ocasiões, ao invés de apenas nomear elementos isolados, as crianças contam pequenas histórias a partir dos desenhos, unindo as figuras representadas no papel. A linguagem oral, mediante o desenho, cria situações que ultrapassam os elementos gráficos. Esta narração, essencialmente verbal, impõe um caráter de texto gráfico ao conjunto de figuras produzidas; é a palavra que vai unir esses elementos, integrando-os. Considerando o desenho como um elo entre a percepção e a imaginação, queremos provocar na criança o desenvolvimento da auto-expressão como percepção e apropriação da capacidade criativa e representativa. O desenho é um processo de expressão rica de intenções, um processo pessoal que não permite igualar uma criança a outra. Precisamos evitar interpretações precipitadas e redutoras, geralmente com o intuito de adequar o desenho da criança. A interpretação do desenho depende do olhar do intérprete, o primeiro intérprete é a própria criança, pois seu desenho é o lugar do provável, do indeterminado, das significações. Ao olhar os desenhos devemos considerar não apenas o desenho como uma modalidade de expressão ou representação da realidade, mas também como o resultado de atividade intencional envolvendo aspectos cognitivos e emotivos. A partir do desenho a criança organiza informações, processa experiências vividas e pensadas, revela seu aprendizado e pode desenvolver um estilo de representação singular do mundo.
Referências Bibliográficas: GREREIG, Philippe. A criança e o seu desenho.
A festa Junina é uma celebração tradicional brasileira que ocorre no mês de junho, festejando três importantes santos católicos: São João (24 de junho), São Pedro (29 de junho) e Santo Antônio (13 de junho). Em Portugal, estas festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo António, em Lisboa, São João, no Porto, em Braga e em Almada.
Recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), segundo alguns historiadores, porque teve origem nos países católicos europeus e era uma homenagem a São João, que comemorava normalmente sua festa em junho. A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A festa mais tradicional é a de São João, a qual é típica na Região Nordeste do Brasil. Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São Pedro e, claro, a São João, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.
Atualmente, os festejos ocorridos em cidades pólos do Nordeste dão impulso à economia local. Citem-se, como exemplo, Caruau, em Pernambuco; Campina Grande e Patos, na Paraíba; e Maceió, em Alagoas. As duas primeiras cidades disputam o título de Maior São João do Mundo, embora Caruaru esteja consolidada no Guinness Book, categoria festa country (regional, caipira) ao ar livre. Hoje na disputa encontra-se também a cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, que vem aumentando a cada ano sua Festa na Rua.
As Festas Juninas são comemoradas em junho, e nelas há muitas comidas (pipoca, pinhão, amendoim, paçoca, milho-verde, quentão, canjica, etc), danças (quadrilha, dança típica dessas festas), músicas e brincadeiras.
Tradicionalmente, comemoram-se essas festas acendendo-se fogueiras e soltando fogos de artifício. em todo o país, especialmente nas zonas rurais, há manifestações de expressões folclóricas. Comemora-se nesse período o dia de alguns santos mais populares do Brasil.
VIGÁRIO: "Nhá Zefa, cê qué casá com o Zé Vicente? NHÁ ZEFA: Quero, uai! VIGÁRIO: E vancê, Zé Vicente, qué casá com Nhá Zefa? ZÉ VICENTE: Oi, se quero! VIGÁRIO: Pois então, tão bem casado, com amor e com alegria! mas vamo logo prã festa, que a barriga tã vazia".
Cai, cai balão/Cai, cai balão/Aqui na minha mão Não vou lá, não vou lá, não vou lá/Tenho medo de apanhar.
Olha Pro Céu Meu Amor José Fernandes e Luiz Gonzaga
Olha pro céu meu amor / Vê como ele está lindo / Olha prá quele balão multicor / Como no céu vai sumindo. Foi numa noite igual a esta / que tu me deste o teu coração/ O céu estava em festa / porque era noite de São João / Havia balões no ar / xote, baião no salão / E no terreiro o teu olhar / que incendiou meu coração.
Pedro Antonio e João
Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago
Com a filha de João/ Antônio ia se casar/ Mas Pedro fugiu com a noiva/ Na hora de ir pro altar/ A fogueira está queimando/ O balão está subindo/ Antônio estava chorando/ E Pedro estava fugindo/ E no fim dessa história/ Ao apagar-se a fogueira/ João consolava Antônio/ Que caiu na bebedeira.
Sonho de Papel Carlos Braga e Alberto Ribeiro
O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração. Sonho de papel/ A girar na escuridão/ Soltei em seu louvor/ No sonho multicor/ Oh! Meu São João. Meu balão azul/ Foi subindo devagar/ O vento que soprou/ Meu sonho carregou/ Nem vai mais voltar.
Capelinha de Melão
João de Barros e Adalberto Ribeiro
Capelinha de melão / É de São João / É de cravo, é de rosa / É de manjericão. São João está dormindo / Não me ouve não / Acordai, acordai / Acordai, João. Atirei rosas pelo caminho / A ventania veio e levou/ Tu me fizeste com seus espinhos / Uma coroa de flor.
Além de ser um elemento de reunião das comunidades e famílias, bem como a lembrança do nascimento de São João, a fogueira tem outros significados milenares: proteção contra maus espíritos, purificação, agradecimento e homenagem a deuses.
Fogos de Artifícios
Segundo a tradição popular, o barulho dos fogos de artifício espanta maus espíritos e acorda São João para a festa.
"Tome muito cuidado!"
Balões
Simbolizam a oferenda aos céus para a realização de pedidos ou agradecimento de desejos satisfeitos.
"Tome muito cuidado, pois você poderá provocar um incêndio!"
Pau-de-sebo
É uma das brincadeiras mais comuns das festas juninas e tem origem portuguesa. Prêmios são colocados na ponta de um mastro engraxado com sebo. Ganha quem conseguir escalar o mastro, que tem no mínimo 5 metros de altura, e pegar a prenda.